sexta-feira, 8 de maio de 2009

Encarando.

Como encarar uma situação díficil sem partir para a agressão?

Situação 1.


Você está na aula de Trigonometria, e o professor parece estar falando grego, enquanto cantarola umas músiquinhas que só servem para te confundir mais, quando você sente que está prestes a desistir de ser alguém na vida e vai virar mendigo (nada contra os mendigos) e pedir esmola pelo resto da sua vida, o professor vira e pergunta: '- Alguém tem alguma dúvida?'. Você, encontrando a luz no fim do túnel, se agarrando ao resquício de desejo de crescer, levanta a mão. Então, o professor fala: '- Pergunta para o colega do lado.' Claro, pode imaginar toda a cena de você jogando o fichário no chão e enquanto o barulho ensurdecedor ainda paira no ar, arremça o estojo na cabeça enorme do professor e enquanto ele se vira, ainda atordoado e prestes a usar palavras dificeis para dar algum sermão sobre ética e o quão é importante ter respeito, você se levata agilmente, contornando as cadeiras azuis e os colegas surpresos, atingindo o maxilar quadrado do antigo Sr. que lecionava matemática, satisfazendo a sua vontade incontrolável de bater naquele ser.
Mas não!
Você - respira fundo - simplesmente ignora as risadas patéticas dos seus colegas de turma, sorri gentil e educadamente para o professor, com a sua boa educação, e faz algum gesto de submissão e compreensão do que ele falou, virando-se para o colega do lado e fazendo a pergunta que faria ao professor.


Situação 2.

Você está na aula de Biologia, louca para parar de copiar, pois o calo no seu dedinho mindinho direito está ardendo, você ergue a mão e pede para ir beber água. O professor deixa, então, aliviada e contente por estar prestes a estar fora da classe barulhenta, se levanta e começa a driblar as pernas e mochilas das pessoas que ficam no meio do corredor, quando, por azar, não dribla a perna do engraçadinho que põe o pé para você cair. Como a boa tonta que é, cai, gerando boas gargalhas da turma inteira e, gerando hematomas nas mãos e ralados nos cotovelos. Claro, enquanto encara furiosamente o chão, pode ver a cena toda: Você se levantando num pulo, sentindo toda a energia fluir da raiva e correndo até a sua super mochila, da onde tira o seu super estilete novo, e suspirando por não ser uma serra eletrica. Com o seu olhar com brilho diferente, segue o tilintar da lamina deslizar pra cima, a medida que força a alavanca para a mesma direção. E então, com o mesmo olhar meio maníaco, fita a perna do indivíduo que te fez cair e na mesma agilidade que chegou até a mochila, chega de volta até o engraçadinho, cortando a pele macia, ouvindo os gritos de agonia e dor do ser que se sente incapaz de reagir, por estar sufocado com a propria culpa e o estardalhaço da turma e do professor, incapazes de reagir por puro medo.
Mas não!
Você encara o chão e em seguida, aceita a ajuda de uma amiga sua para se levantar, encara furiosamente o individuo - respira fundo - e passa as mãos pelo uniforme, retirandoa sujeira e continua o caminho, sobre os murmúrios de riso dos colegas de classe, sainda da sala em seguida.

6 comentários:

  1. Ok, tem alguém me assustando agora. g.g AHSEIOAHOSEHAOSEHIA

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  2. IJSAISJAOSAJOSAJOSAJAOS shiu, s enão pego o super estilete.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. ok, medo³
    ahhhhhh, eu que dei o nome, emocionado ç.ç

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  5. eu n sabia que a situação 2 tinha acontecido de verdade O:

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  6. caralho, eh o melhor blog que existe, caramba eu chego em casa todo dia querendo ler isso e nem estou mentindo, na aula eu penso que novas atualizações vão ter aki cara! Sério mesmo

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